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Para quem é feita a notícia?

A informação é aquilo que comunica sem segmentação, sem distinção de sexo, cor, raça, classe social, ou só a tem de verdade quando ela é direcionada a você?

POR BRUNO DOMINGOS

Todos os dias, inúmeros meios de comunicação propagam matérias sobre assuntos que permeiam o cotidiano e atiçam o senso crítico, por vezes passivos, de seus leitores. Uns estão interessados na informação, entender o todo e abstrair apenas o que lhe for plausível. Outros tantos estão erroneamente interessados em ir contra a notícia divulgada, estes, de forma ignorante, até direcionam o veículo de comunicação à ideologias e grupos certas vezes muito distantes do que lhe foi classificado.

Uma matéria sobre um candidato ‘A’ pode ter maior audiência em relação ao candidato ‘B’. Isso vai de acordo com os critérios de noticiabilidade que o jornal, TV, rádio ou site levam em consideração, esta em comunhão com sua linha editorial. Cada veículo define seu trajeto no mercado de notícias. Cada editoria segue o padrão de um corpo todo que é o veículo de comunicação em si.

Acompanhamos desgaste em redações por alguma matéria estar sendo recebida de forma negativa, sendo criticada por ir contra uma pequena e esdrúxula parcela de leitores que só buscam o que lhe diz respeito e não respeitam opiniões e visões contrárias.

As eleições de 2018 foram, sem dúvida, um divisor de águas para a comunicação. Entre idas e vindas das fake news, aumento nos casos de agressões a profissionais da comunicação - 36,36% em relação a 2017, promoção de mentiras e ataques a veículos contrários a partidos ou candidatos. É, nada foi como antes. Assim como a mídia tem suas particularidades, os leitores também as têm e cada um precisa conviver respeitando o trabalho incessante, dia e noite, dos veículos.

A notícia sobre a extinção de uma espécie animal soa de uma forma para o caçador, que atira por lazer, e de outra forma para o serviço de proteção animal que busca a preservação. E baseado nessa metáfora, precisa ser alinhado ao emissor e receptor: cada um absorve de um ponto de vista diferente. O que chega na redação, não necessariamente está sendo preparado para ser recebido de uma forma afável por todos os leitores quando o material sair para circulação.

O profissional de comunicação não pode se submeter a gostos peculiares e deixar de lado o que aprendeu em disciplinas como ética, ainda no ambiente universitário, para saciar a vontade alheia pessoal de um indivíduo ou grupo. A alta quantidade de assuntos em momentos específicos do país, por exemplo a coca do mundo, eleições, escândalos de corrupção, leva a mídia ter uma grande demanda de publicações sobre diversos segmentos. Ela não pode ser refém de críticos anestesiados que estão afim de consumir apenas o assunto que lhe convém e criticar sem fundamentos notícias contrárias ao seu posicionamento pessoal.

O serviço de informação não trabalha para um leitor específico. Ele abrange entre todos os assuntos uma vasta parcela da sociedade consumista de notícia, em busca de um norte para posicionamento de mercado, saúde, lazer, esporte, política entre vários outros. Sendo utilizados critérios de noticiabilidade para a construção da notícia, perspicácia e apuração fiel de profissionais procurando apenas informar a população sobre o que aconteceu, acontece e está para acontecer.

O jornalismo merece uma visão, e isso de todos, e ela está longe de ser a que tem hoje e os leitores devem sempre buscar extrair das matérias e reportagens o máximo de informação, mesmo que essa não esteja de mãos dadas com seus posicionamentos ou práticas. Afinal, todo conhecimento servirá para alguma situação. Levar em consideração o fazer notícia é bem mais que escolher um tema e discorrer sobre ele; enxuga e divide o bom profissional e o bom veículo de comunicação.

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